Ashrah - Baraka - Conan - Cyrax - Ermac - Geras - Ghostface - Havik - Homelander - Johnny Cage - Kenshi - Kitana - Kung Lao - Li Mei - Liu Kang - Mileena - Nitara - Noob Saibot - Omni-Man - Peacemaker - Quan Chi - Raiden - Rain - Reiko - Reptile - Scorpion - Sektor - Shang Tsung - General Shao - Sindel - Smoke - Sub-Zero - T-1000 - Takeda - Tanya
Mal pude acreditar que Liu Kang me receberia no Plano Terreno… ou que me considerasse digna de estudar com seus mestres Shaolin.
Finalmente meu desejo por um lar foi realizado.
Mas minha alegria cessava ao pensar em Sareena...
minha Irmã das Sombras ainda sob o controle de Quan Chi. E ela merecia uma vida livre dele tanto quanto eu, se não mais.
Quan Chi e minhas outras irmãs foram um desafio, mas não difícil o bastante para a minha lâmina.
E assim raptei Sareena.
Então, Liu Kang me auxiliou na quebra do feitiço de Quan Chi.
Com a mente livre da influência dele após anos, Sareena se aliou a mim no Plano Terreno.
Minha irmã e eu voltamos a lutar lado a lado...
agora em nome do Plano Terreno.
Juntas, formamos a Ordem da Luz.
Embora com outro regime, todo o resto era igual. Meu povo ainda sofria em silêncio, ignorado pelo restante da Exoterra.
Porém, eu sabia o segredo da imperatriz Mileena: ela também contraíra a tarkat. Se alguém me ajudaria, essa pessoa seria ela.
Mas como ter uma audiência?
Syzoth. O novo emissário que a imperatriz enviou aos zaterranos. Pedi que nos apresentasse. Apesar do grande risco, ele aceitou.
Felizmente, a imperatriz estava disposta a se encontrar comigo. Melhor ainda, ela visitaria a colônia.
Ela mal acreditou quando viu como vivíamos. Ela agiu rapidamente para nos enviar cuidados e suporte.
Graças à imperatriz e a Syzoth, nós, tarkatâneos, não somos mais párias. Até que nossa doença seja curada, é o que temos.
Desde que encontrou o misterioso Yog-Kosha, meu mestre descobriu a existência de outros mundos e planetas.
Há muito tempo ele sonhava em visitá-los e conhecer suas maravilhas.
Quando soube que um desses mundos enfrentava um mal inimaginável, ele não hesitou em oferecer ajuda.
Entretanto, nem mesmo as quimeras mais insanas poderiam prepará-lo para encarar essas feras gigantescas.
Se elas não fossem aniquiladas, devorariam este mundo. E, em seguida, encheriam a barriga com o nosso.
Contente com seus novos aliados e ansioso pela aventura neste mundo novo, Conan decidiu permanecer aqui depois que a batalha fosse vencida.
Ele lutou em várias guerras.
Seu nome representava honra e medo.
Com o tempo, tornou-se uma lenda.
Kuai Liang me aceitou como membro dos Shirai Ryu, mas muitos dos seus guerreiros não.
O banho de sangue no casamento deixou muitos feridos e aleijados. Os corações deles estavam, compreensivelmente, tomados de amargor.
Um dia, no treinamento, isso transbordou.
Uma hostilidade levou a outra e, de repente, eu tava lutando pela minha vida.
Kuai Liang interviu e baniu os instigadores.
Eu fiquei horrorizada de ver quanto minha presença prejudicava o clã. Aquilo não era jeito de retribuir Kuai Liang.
Então, ofereci minha renúncia e pedi a reintegração dos que me atacaram.
Mas em vez de isso encerrar meu tempo com os Shirai Ryu, meu gesto deu início a algo novo.
Os que se ressentiam de mim hesitaram. O suficiente para me darem uma chance justa de provar meu valor.
Dadas a circunstâncias, é só o que posso pedir.
Por um momento, Jerrod tomou o controle.
Consertamos o que tinha possibilitado isso, e reaplicamos nossa vontade coletiva.
Mas o dano ia além do que Nós pensávamos.
Sem a ajuda de Quan Chi, o feitiço que nos criou falharia.
Todas as nossas almas morreriam.
Nós libertamos o feiticeiro do cativeiro.
Mas após nos curar, ele nos traiu.
Quis nos tornar escravos dele novamente.
O kombate foi feroz. Mesmo assim, Nós persistimos. Buscamos força nas habilidades de nossas almas combinadas.
Agora cabe a Nós decidir o nosso futuro.
Conciliar nossos desejos será difícil, mas necessário.
Do contrário, Nós seremos consumidos por uma guerra civil.
Embora as barreiras entre linhas do tempo estejam refeitas, não havia dúvida de que poderiam ser quebradas novamente.
Proteger esta linha do tempo exigiria vigilância eterna, de modo que ela nunca mais fosse vítima de agressões externas.
Todavia, nada em minhas incontáveis vidas havia me preparado para esta tarefa. Em nenhuma delas, múltiplas linhas do tempo coexistiam.
Monitorá-las para encontrar ameaças era um problema inédito. Que exigiria uma solução inédita.
Descobri que, apesar das linhas do tempo não se tocarem mais, o encontro as havia deixado entrelaçadas.
Agora posso monitorar secretamente todas as linhas, em busca de potenciais perigos.
Agrada-me prestar esse serviço para a nova era. Lorde Liu Kang pode ficar tranquilo, pois ela está segura.
Uma hora, estou em Woodsboro, me preparando pra um abate. Na outra...
venho parar aqui.
Como isso aconteceu? E por quê?
Não sei e não ligo! O que eu sei é fazer das tripas de alguém uma boa trama!
Mas as pessoas daqui não me conhecem.
E, se for pra tocar o terror, é melhor que estejam em pânico.
Basta transmitir alguns assassinatos.
As mutilações e o sangue jorrando por toda parte vão viralizar.
E é aí que a diversão começa de verdade…
Mal posso esperar pra começar a empilhar corpos. Ver os olhos perderem o brilho ao morrer.
Se eu fizer valer a pena, alguém vai fazer um joguinho sobre isso.
(rindo) E dizem que *eu* é que sou psicopata…
Eu perdi tudo com a derrota de Quan Chi.
Durante meses, eu facilitei os planos dele e agora tive que recomeçar. O povo de Seido continuava acorrentado.
Foi aí que Rain me procurou.
Ele tava desesperado por ajuda, fugindo da imperatriz Mileena. E, por mais que eu tivesse cansado de feiticeiros, esse era diferente.
Concordei em oferecer refúgio. Ele concordou em ajudar a derrubar o governo de Seido.
E foi exatamente o que fizemos.
Rain evocou uma onda vasta e poderosa que destruiu a capital...
matando os governantes fascistas de Seido.
Meus conterrâneos estão livres. Podem traçar o próprio caminho, apenas seguindo seus desejos e necessidades.
Suas vidas foram abençoadas pela anarquia.
Quantas vezes eu salvei o dia?
Eu só dou mais e mais de mim. Mas nããão, só porque eu meto laser nuns inocentes por acidente, aí eles ficam "o que é que você fez por mim nos últimos tempos?"
Devem ter esquecido que só existe uma justiça nesse mundo:
Eu.
Mas claro, que isso foi antes de tudo ficar… esquisito.
Falando sério, surgir um portal de outra dimensão que cospe demônios não era bem a ideia que eu tinha praquela terça.
Mas é aquilo, essa bobeira toda de multiverso anda bem popular, então vai saber?
E os mesmos mimizentos ingratos que reclamam de eu passar o laser em alguns zé ninguém é que tão implorando pra eu fazer milagre.
Daí, eu salvei o mundo. De novo.
Tipo, é o meu mundo, não dá pra engolir desrespeito de demônio, ah não.
Mas, depois de matar todos eles, o portal, ou seja lá o que for, ainda tava aberto. E só tem uma razão pra isso: uma sequência. (ri)
Então, eu pulei dentro do buraco brilhante. E sabe o que que tinha nele?
(rindo) Outro reino, com torneios entre deuses e monstros lutando até a morte.
Parecia uma VoughtLand, só que…só pra mim.
Na real, o que eu mais queria era ter descoberto esses reinos antes, porque eu curti pra caramba.
Desde que isso começou, eu tento entender o que fez Liu Kang me escolher pra ser um campeão.
Tipo, é verdade que eu era uma estrela das artes marciais e tava com tudo. Mas uma coisa é faz-de-conta, outra coisa é quando as coisas são pra valer.
Foi aí que o Liu Kang me contou o plano dele.
Ele queria que as pessoas soubessem que há um outro mundo que elas não conheciam, repleto de deuses e monstros. E queria que eu levasse o recado.
Mas revelar a verdade toda de uma vez só causaria um salseiro muito grande. Então eu comecei a convencer os figurões da indústria a fazer uns filmes aí pra ir acostumando o povo.
E se tem uma coisa que eu sei fazer, além de descer o sarrafo no kombate, é criar um universo cinematográfico. Eu tô envolvido aí com filmes, séries, jogos e o escambau.
Eu gosto de tá fazendo um serviço de utilidade pública. E a grana que tá entrando também é show de bola. É uma sinergia que deixaria qualquer produtor aí com invejinha.
Eu não estava em busca de aliados para enfrentar a Yakuza, mas o agente Jackson Briggs se tornou um.
Ele ouviu numa escuta que uns gângsteres queriam me apagar, então pediu que me tornasse um informante dele.
Cada um seguiria o seu rumo depois do fim do trabalho, mas aí Shang Tsung apareceu para roubar a Sento.
Jackson não entendeu nada.
Ele ficou boquiaberto quando descobriu que as histórias nos filmes do Johnny eram de verdade.
Depois que se recuperou do choque, ele tratou de avaliar as ameaças ao Plano Terreno...
então convenceu os chefões dele no FBI a criarem a Agência de Inteligência da Exoterra.
Quando ele me chamou pra fazer parte dela, eu fiquei na dúvida. Eu? Agente do governo?
Mas é um trabalho bem importante. E, acima de tudo: é um emprego honesto.
A revolta do general Shao deixou a Exoterra desprotegida. Ficamos vulneráveis aos inimigos internos e externos.
Por isso minha irmã me pediu pra comandar. Pra reerguer o exército dela, expurgando de dentro dele os apoiadores do Shao.
Essa missão ela confiou somente a mim.
Contudo, os soldados me subestimaram. Pra eles, eu era uma diletante mimada, despreparada e totalmente incapaz.
Não queriam saber se eu sabia lutar. O que os incomodava é que eu não era como eles.
Com nossa vitória épica sobre Shao e os rebeldes, enfim conquistei a lealdade dos soldados. O general conseguiu escapar, mas destruímos as tropas dele.
Enquanto eu puder, comandarei os exércitos da imperatriz em defesa da Exoterra. Com nossa força, conquistaremos a paz.
Era inevitável que os mestres Shaolin me tornassem um deles. Eles sabiam o quanto futuros iniciados poderiam aprender comigo.
Shujinko foi um dos meus primeiros alunos. Sua capacidade de absorver poderes e habilidades era incrível.
Com o treinamento certo, ele poderia ser nosso maior campeão. Eu sabia que eu, e somente eu, poderia treinar ele.
Mas seu ego cresceu juntamente a suas habilidades.
Shujinko se apaixonou por si mesmo e por seu poder, se tornando uma ameaça aos reinos.
Ele não aprendeu sobre a humildade, porque não era algo que eu poderia ensinar.
Eu deveria ter ouvido o aviso de Raiden e não tentado treinar Shujinko sozinho.
Após apreender Shujinko, suas habilidades e memórias acumuladas foram tiradas dele.
Ele se tornou novamente um iniciado, pronto pra começar seu treinamento.
Desta vez, Raiden e eu vamos treinar Shujinko juntos. Ele se tornará o campeão que está destinado a ser...
e eu cumprirei os meus deveres com humildade e cooperação.
A imperatriz Mileena enfrentou muitos desafios em seu reinado. Para superá-los, contou com pessoas que confiava. Sua irmã liderou seu exército, e eu liderei a Polícia Imperial.
Mesmo sentindo falta da imperatriz Sindel, fiquei feliz por reparar a relação com a família dela.
Por mais honrável que fosse a responsabilidade pela segurança da Exoterra, logo percebi que foi um erro aceitar essa tarefa.
Eu não nasci para ser burocrata, nem tenho paciência para lidar com a política da corte imperial.
Minha vida estava ótima patrulhando Sun Do. Eu sentia o pulsar da cidade e podia proteger seus habitantes diretamente.
Por isso resignei meu posto e voltei a ser uma condestável de Sun Do. Eu sempre encerro o dia sabendo que fiz a diferença.
Meu leal parceiro me avisou. Recuperar meu poder de Guardião do Tempo pode ter consequências inesperadas.
Nisso, como de costume, ele foi profético.
O processo pelo qual passei causou danos irreparáveis ao meu corpo. Recuperar o meu poder me custou a minha imortalidade.
A minha vida ainda pode perdurar por eras cósmicas, mas um dia eu vou perecer.
E se a guerra contra o titã Shang Tsung me ensinou algo, é que essa linha do tempo não estará segura sem um protetor.
Mas eu jamais pensei em escolher um sucessor. Quem poderia me substituir e proteger a minha Nova Era?
A resposta, claramente, é Geras.
Incansável e meticuloso, ele é perfeito pra receber esta tarefa crucial.
E ninguém conhece melhor as tentações da Ampulheta. Não tenho dúvidas de que ele conseguirá resistir.
Embora estivesse preocupada com a reação pública, fui ao encontro de Baraka pra discutir os tarkatâneos.
As palavras dele me comoveram, então aceitei visitar a colônia pra ver como o povo dele vivia.
As condições eram deploráveis.
Esse foi um dos poucos erros da minha mãe.
Como todos os exoterranos, ela tratou os tarkatâneos com desdém. Era compaixão que devíamos a eles.
E a única forma de pagar essa dívida era revelar a minha aflição e mostrar aos meus súditos que até uma imperatriz pode contrair tarkat.
Minha revelação gerou um grande escândalo. No entanto, com a ajuda da Kitana e da Tanya, emergi dele uma imperatriz ainda mais forte.
Minha honestidade, empatia e determinação convenceram os céticos que restaram. Não há mais dúvida quanto ao meu comprometimento ao Império.
O plano do Quan Chi ruiu. E, com ele, a possibilidade de obter novos seres pra salvar meu povo da fome.
Por causa do meu apoio a essa parceria, eu fui responsabilizada pelo fracasso dela. Se eu não adquirisse uma fonte de alimentação pra Vaeternus, a Aliança me baniria.
Então eu tive uma revelação.
Eu não precisava conquistar reinos pra alimentar o meu povo.
Apenas capturar seres o bastante pra reprodução. Então, quando se multiplicassem, Vaeternus teria uma fonte ilimitada e renovável de comida.
Só preciso de alguns milhares deles pra começar. Um número tão pequeno em comparação aos bilhões nos reinos que ninguém vai notar os desaparecimentos.
Entretanto, vai ser mais do que suficiente pra obter um estoque e acabar com a fome em Vaeternus.
Quando recobrei minha consciência, também recobrei as memórias.
Minha transformação em um ser do caos,
minha derrota para o Havik titã,
e meu fracasso no confronto contra Liu Kang.
Sektor ficou obcecada em encontrar uma maneira de livrar a minha alma da corrupção do Havik titã.
Ela ficou chocada quando pedi para que não fizesse nada.
Infundir a minha alma com caos não me prejudicou. Me aperfeiçoou.
Ao aceitar o acaso e a aleatoriedade, eu acessei vários poderes novos.
Meu kombate é menos previsível, mais formidável e radicalmente mais letal.
O Havik titã me deu estes dons para fomentar o caos dele.
Contudo, vou usá-los para lutar pelos Lin Kuei.
Liu Kang, os Shaolin, meu irmão e seu clã vão se render ao terror quando confrontados pela minha perfeição.
Desesperado para triunfar, o "titã" Shang Tsung me tirou da minha linha do tempo para desafiar Liu Kang.
Ele acreditava que um viltrumita traria vantagem no kombate.
Shang Tsung tinha razão, é claro.
Mas ele estava cego pela ambição e não considerou que minha real lealdade era ao Império Viltrum.
Na minha linha do tempo, minha missão de pacificar a Terra para Viltrum estava... incompleta.
Então pensei que poderia me redimir com uma nova linha do tempo.
Novos reinos, novas espécies: tudo seria nosso.
Por alguns anos, anexar reinos satisfez a fome do Império pela conquista.
Mas o meu povo tem ótima memória...
Eu sabia que, cedo ou tarde, voltaríamos à nossa linha do tempo. À Terra.
Para concluir a missão original.
*suspiro*
Só espero que meu filho tenha conseguido se preparar.
Projeto Estrela-do-mar?
Projeto Borboleta?
Pô, que loucura é essa? Os dois.
Mas nenhum foi mais bizarro que o Projeto Mágico.
Eu tava ferrado nas mãos do Eclipso. Tipo, o cara era a porra de um deus.
Não sei como, acabei encurralando o sujeito.
Ele ficou tão assustado que lançou um feitiço que me mandou pra cá.
Deve ter pensado que ia se livrar de mim me mandando pra cá.
Mas quer saber? Tô me sentindo em casa.
Esse lugar precisa de paz.
E, como eu, o povo daqui vai fazer de tudo pra conquistar ela.
Então, pode mandar Shao, Reiko e aqueles feiticeiros escrotos.
Vou matar todos eles sem dó.
Embora Ermac tenha me libertado da cela em Lei Chen, percebi que continuava prisioneiro.
Não tinha aliados, nenhum benfeitor e nenhuma forma de reconquistar o poder.
E o poder é meu maior desejo.
Por que eu deveria me conformar com as reles habilidades de um feiticeiro inferior?
Eu deveria ser aquele que manipula a história, que controla as pessoas e eventos.
Eu tomarei posse da Ampulheta e com ela me tornarei Guardião do Tempo.
Enquanto vasculho os reinos em busca da Ampulheta, aprimoro minha magia das trevas pra destruir Liu Kang.
Minha missão poderá levar uma vida inteira, mas valerá a pena. Quando eu vencer...
serei, enfim, onipotente.
Se não fosse pelo meu alter ego divino, eu não teria sobrevivido à batalha contra o titã Shang Tsung.
Esse encontro, porém, levantou algumas questões. Por que eu o substituí nesta nova era? Por que me tornei mortal?
O lorde Liu Kang disse que aquele Raiden era justo e honrado. Era um líder firme que prezava sempre a defesa do Plano Terreno.
Mas também me contou que Raiden tinha um lado sombrio. Que deixava a raiva aflorar e rompia seu próprio código de conduta.
Ao me tornar um mortal incapaz de acessar tamanha raiva, evitamos que eu cometesse os mesmos erros.
Embora entenda as razões, parecia que eu estava sendo punido. E para sobreviver às batalhas que virão, precisarei também da força que a fúria proporciona.
Como os Shaolin não podiam me ajudar, procurei quem podia. Alguém que conhecesse o fogo das nossas almas, nos ensinasse a dominá-lo.
Para essa missão, não havia melhor professor do que o grão-mestre dos Shirai Ryu.
Pra evitar ser capturado pela imperatriz Mileena, eu me juntei à cruzada de Havik em Seido. Lá, conjurei mais magia do que achava possível e afoguei o antigo regime.
O desejo por anarquia de Havik foi saciado. Ele ficou mais do que satisfeito, porém eu permaneci vazio e devastado.
Se tivesse me saciado como grão-mago da Exoterra, não me deixado ser tentado por Shang Tsung, uma grande cidade não estaria arruinada.
Eu causei devastação. Extingui milhares de vidas. Tudo por causa da minha ambição cega.
Traí meu juramento, minha soberana e o meu reino.
E, por esses crimes, eu mereço punição. E vou aceitar a decisão da imperatriz.
Agora minha única ambição é, um dia, ser perdoado.
Com o general Shao fora da prisão, começamos a erguer um novo exército contra a família real.
Embora muitos fossem recrutas entusiasmados, poucos sabiam ser soldados. Era tão ruim, que o general precisou mudar de tática.
Decidiu que precisávamos de uma arma apocalíptica.
Mas essa arma não é uma coisa. É um monstro: Onaga, o Rei Dragão.
O general me contou que as antigas lendas eram verdadeiras. Que um ancestral dele derrotou Onaga e prendeu ele dentro do Monte Tsaagan.
O Rei Dragão continua lá dentro, com uma fúria reprimida esperando pra explodir.
Onaga é perigoso demais, por isso o general não tentou domá-lo antes. Mas agora ele acredita que não temos escolha.
Eu provavelmente não vou sobreviver, mas aceito a missão com prazer. Não existe honra maior do que dar a vida a serviço do general.
Depois de fugir da Exoterra, nunca esperei retornar. Tampouco esperava uma oferta irrecusável vinda da nova imperatriz.
Como gratidão por ajudar na contenção da rebelião do general Shao, ela então decidiu me nomear seu emissário zaterrano.
Voltar para casa portando o brasão real deixaria claro que minha mutação não deveria causar medo...
muito menos vergonha.
Pra minha surpresa, fui ovacionado. Mas acontece que aqueles sorrisos escondiam um segredo obscuro.
Encontrei arquivos que provam que eu não sou o único zaterrano com essa habilidade específica de se transformar.
Diversos zaterranos nascem com ela, mas são mortos pelo governo para evitar sua propagação.
Quem iniciou essa política atroz, ou quem a exerce agora, ninguém sabe.
Mas eu vou descobrir. E eu vou dar um fim a essa insanidade.
Assim que o titã Shang Tsung foi derrotado, Bi-Han e seus seguidores começaram a nos caçar.
Estávamos acuados e fugimos pro Japão. Lá, pedimos abrigo a uma antiga amiga da família.
Quando jovens, nós brincávamos juntos. Mas Harumi Shirai já estava crescida e liderando o clã.
A força, beleza e inteligência dela me cativaram.
Harumi ficou muito irritada com a traição de Bi-Han e concordou em me ajudar a forjar um novo clã. Um capaz de enfrentá-lo e defender o Plano Terreno.
Ela se mostrou uma aliada valiosa. E, com o tempo, ficamos próximos.
Para honrar Harumi e prestar respeito à minha nova noiva, eu dei o nome dela ao clã, batizando-o de Shirai Ryu.
Agora a batalha contra meu irmão começará de verdade.
Os Shirai Ryu não descansarão até Bi-Han ser vencido, e a honra dos Lin Kuei, restaurada.
Após a derrota do Havik titã, eu retornei ao templo, porém minha fúria persistia.
Fúria contra a tolice de Bi-Han, a traição de Kuai Liang, e por Cyrax ter debandado para os Shirai Ryu.
Por isso, quando Quan Chi propôs eliminarmos o clã insurgente, eu dei ouvidos…
Em troca pelos serviços, Quan Chi me pediu para encontrar um amuleto que tinha sido guardado no Templo dos Elementos.
Uma missão difícil, contra guardiões poderosos.
Porém, seria proveitosa para eliminar os rivais dos Lin Kuei.
Mas, antes de achar o amuleto, encontrei Bi-Han.
Ele estava aprisionado, esquecido, embora Liu Kang tivesse prometido restaurar a glória dele!
Após resgatar Bi-Han, não me importei mais em encontrar o tesouro de Quan Chi.
Nunca perdoarei a traição de Liu Kang.
Mesmo que ele seja um deus, eu me vingarei dele.
Depois de fugir da prisão Lei Chin, fui perseguido pela Polícia Imperial. Eu precisava de um lugar para me esconder e me recuperar enquanto planejava o que fazer.
Eu sabia que o cantão remoto da minha juventude seria perfeito. Para não ser pego, eu segui pelo mar.
Mal sabia eu sobre a imensa tempestade que se aproximava.
Meu pequeno barco foi totalmente destruído. Eu fechei os olhos, aguardando meu fim e na esperança de que o Submundo não reivindicasse minha alma.
Entretanto, quando dei por mim, eu não estava no Inferno, mas em uma ilha deserta. Pelas ruínas presentes, eu sabia que grandes feiticeiros viveram ali no passado.
Nas cavernas abaixo das ruínas, eu encontrei o que só consigo descrever como sendo a Fonte de Almas. Quando aprender a controlar o poder dela, eu serei invencível.
A batalha foi perdida, mas a guerra não acabou.
Não vou parar de lutar até tomar o trono da Exoterra. Acharam que aquela prisão iria me deter. Que piada.
Ao me libertar, comecei a planejar a próxima ofensiva. Precisava de um exército implacável para destronar Mileena.
Infelizmente, a maioria dos meus ex-soldados perderam a coragem para me seguir nesta guerra. Meu grande exército precisaria de novos recrutas.
E esse alistamento…
foi mais fácil do que esperava.
A "Era de Ouro" da Exoterra deixou muitos excluídos. Sem esperança, sem poder, esses excluídos vieram correndo até mim para derrubar o regime de Mileena.
Conforme a escuridão me envolvia, contemplei a minha família uma última vez. Não esperava vê-los de novo até que suas almas se juntassem à minha na Floresta Viva.
Contudo, por um milagre, meu amado marido me livrou do esquecimento.
Mesmo não sendo capaz de salvar o meu corpo, Jerrod preservou a minha alma. Assim como ele e muitos outros, agora eu sou parte de Ermac.
No entanto, nosso repouso não é sereno. As almas dentro de Ermac têm suas próprias necessidades e objetivos. É preciso alcançar um consenso antes que possamos falar como um.
Eu pensei que, como ex-governantes da Exoterra, eu e Jerrod teríamos o controle. Mas aqui estamos nós, duas almas entre muitos milhares, lutando pelo direito de sermos ouvidos.
E, se há uma coisa que fazemos bem, é lutar. Conquistaremos o direito de governar Ermac, assim como governamos a Exoterra.
E governaremos em benefício de todos.
Kuai Liang e eu nos esforçamos pra construir um novo clã. Mas, mesmo com a ajuda da amiga dele, Harumi, foi um desafio.
O maior problema era encontrar os alunos certos.
Então, uma noite, enquanto andava pela propriedade de Harumi, eu fui atacado.
Primeiro, achei que fosse um assassino Lin Kuei. Mas os ataques eram incertos, coléricos.
Meu agressor era um garoto. Um sem-teto faminto que me acossou por desespero. Ele precisava de dinheiro pra comprar comida.
Era como olhar pra mim mesmo, quinze anos antes. Eu teria acabado como ele, se os Lin Kuei não tivessem me acolhido.
Eu o levei pra Kuai Liang, e ele também gostou do menino. Ele se tornou nosso primeiro aprendiz.
O nome dele? Hanzo Hasashi.
Eu libertei os Lin Kuei escravizados por Liu Kang. Senhores do nosso destino, nós nos ergueríamos entre as grandes nações do Plano Terreno.
Mas para conquistar território, só com um grande exército. Eu precisava de mais guerreiros para conseguirmos nos impor.
Então eu me recordei dos guerreiros dragões de Shang Tsung. Um exército deles seria invencível.
Mas a manipulação de tamanha magia chamaria a atenção de Liu Kang. Sektor recomendou fortalecer o exército pela ciência, e não pela feitiçaria, para passarmos desapercebidos.
Nós investimos muito nessa empreitada, e os resultados já estão aparecendo. E mais uma vez, provando que Sektor é genial.
Logo, todo o Plano Terreno vai ouvir nossas demandas e satisfazer nossos desejos. Caso contrário, vão enfrentar a ira dos Lin Kuei.
Não se sabe como o Exterminador chegou nesta linha do tempo...
mas o perigo que ele representa é óbvio.
Quando começou o massacre, os povos dos reinos ficaram horrorizados.
Todos, exceto a Sektor, é claro.
Para ela, ele era a arma perfeita. Uma arma que, se fosse incluída no arsenal, tornaria os Lin Kuei invencíveis.
Ao capturar o Exterminador, Sektor fez de tudo para controlar a mente cibernética dele.
No entanto, ela subestimou a inteligência artificial.
Ele se libertou e logo tomou o controle da fábrica de Sektor
Pouco depois, passou a produzir milhares de exterminadores.
Eles causaram mortes e destruição em uma escala imensurável. Nem mesmo meu poder divino pode detê-los.
Nossas opções e nosso tempo estão se esgotando.
Se não encontrarmos uma solução logo, os seres de carne e osso desta linha do tempo serão extintos.
Para matar uma cobra, você corta a cabeça.
Mas no caso da Yakuza, são várias.
Kenshi disse que eu não conseguiria.
Mas ele não sabia o que eu sei: que os chefes das famílias estavam reunidos para resolver disputas.
Com um só golpe, eu poderia decapitar todas elas.
Enquanto bebiam uísque e negociavam, eu aguardei.
A minha hora chegou, mas durou pouco, porque um portal de fogo se abriu.
Dali surgiram homens que eu nunca tinha visto.
E pelo jeito como os chefes faziam reverência e desviavam o olhar, esses que eram os chefes de verdade.
Pelo que ouvi, eles comandavam o Dragão Vermelho, um clã ancestral que se escondia por trás das máfias do Plano Terreno!
Eu poderia esmagar a Yakuza, mas o Dragão Vermelho iria simplesmente substituí-la. Provavelmente, por algo pior...
Estou diante de um poderoso inimigo no Submundo. Um inimigo que eu não esperava.
E preciso acabar com ele ou morrer tentando.
Conheci Li Mei há pouco tempo, mas já sabia das histórias.
As Matronas Supremas de Umgadi a culparam por não ter impedido o assassinato de Jerrod.
Em vez de aceitar a punição, ela optou por desertar.
Mas a mulher que conheci não era a mesma dessas histórias. Li Mei jamais seria tão negligente.
E acabei descobrindo a verdade.
As falhas e erros que levaram à morte do imperador?
Foram resultantes de decisões equivocadas das próprias Matronas Supremas. Elas usaram Li Mei como bode expiatório.
A imperatriz descobriu e quis dissolver a ordem de Umgadi.
Mas eu a convenci de que seria possível reformá-la.
Para tanto, ela me encarregou dessa missão.
Esse dever sagrado muito me honra.
A Umgadi, minhas irmãs, são minha vida. Não vou deixar que todas levem a pior devido ao egoísmo de algumas.